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Museu de Arte da Bahia recebe Tacun Lecy para roda de conversa sobre tradições e heranças do Reino de Ṣàngó​

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Fotógrafo baiano conduz diálogos que abordam ancestralidade e diáspora de Ọ̀yọ́, apresentando imagens e narrativas sobre o maior império iorubano da Terra, nos séculos XVII e XVIII.

 

O Museu de Arte da Bahia – MAB recebe o fotógrafo e pesquisador Tacun Lecy para a roda de conversa “Ọ̀yọ́-Bahia: Uma conexão sobre o Povo de Ṣàngó”. A atividade acontecerá no dia 1 de outubro, a partir das 15 horas, quando o artista colocará em destaque elementos das pesquisas e documentações fotográficas produzidas na Nigéria, durante a sua residência em Ọ̀yọ́.

Com enfoque na ancestralidade e diáspora iorubanas a partir da cultura tradicional do Império de Ọ̀yọ́, a conversa abordará pontos fundamentais da residência de Tacun Lecy em território africano, onde chegou a convite da Aláàfin Institution of Ọ̀yọ́ para a cerimônia de coroação do Ọba Abímbọ́lá Akeem Ọ̀wọ́adé I como o novo Aláàfin Ọ̀yọ́ e para aprofundar as suas pesquisas, iniciadas em 2014, desde a vinda à Bahia da Comitiva Real do antecessor, Ọba Lamidi Olayiwola Adeyemi III. O Aláàfin Ọ̀yọ́ (Rei do Palácio de Ọ̀yọ́) é o representante máximo da dinastia de Ṣàngó.

 

Na atividade, o artista também apontará caminhos e dará dicas para quem deseja seguir essa trilha, além de apresentar imagens, vídeos e narrativas da sua experiência em terras africanas, traçando paralelas e encruzilhadas com a cultura afrodiaspórica do Brasil.

 

Para ampliar o diálogo e as perspectivas sobre a temática da atividade, Tacun Lecy convidou o antropólogo, sociólogo, mestre em Ciências Sociais, Doutor em Estudos Étnicos e Africanos e Ph.D. em Ciências Sociais, Fábio Lima; o advogado e Mestre em Estudos Étnicos e Africanos, Cláudio Fonseca; e o antropólogo e Mestre em Ciências Sociais, Alexandre San Goes.

 

“É importante compartilhar conhecimentos que são tão significativos não só para nós, que estamos em campo pesquisando e vivenciando as experiências, mas para toda uma sociedade que, de certa forma, teve a sua identidade cultural forjada com a incorporação de diversos elementos da cultura iorubana tradicional, que nos conectam ao que chamamos de ‘ancestralidade’ e que dão sentido à vida de muitas pessoas”, ressalta Tacun Lecy.

 

A roda de conversa é uma atividade complementar do projeto de residência artística e cultural “Povo de Ṣàngó: Diáspora e Ancestralidade Iorubanas”, contemplado no Edital de Mobilidade 2023/2024 e executado com o apoio do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura – Secult.

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